Mia (+18)

Banhada pela lua, assim, com as costas nua, com a pele branca e suave emanando calor e vibrações. Os cabelos longos, lisos e negros acariciando seus ombros arredondados. Linda. Eu tirei o lençol que cobria suas pernas, sua bunda, e fiquei olhando. Ela estava adormecida, dormindo em um sono perfeito, um sono embalado. Soprei a fumaça de cigarro que estava dentro de mim e tomei um gole do vinho e continuei a comtemplando. “Mia, me amore” Ela continuou adormecida, naquele sono suave de sonhos coloridos em um intenso preto e branco com uma canção de amor iludido. “Mia, mia cara, acorda para a linda noite que nos envolve.” Ela não se mexeu, me levantei e com a taça de vinho a banhei com o líquido vermelho. Ela estremeceu o vinho suave a cobriu com o doce sabor. Me abaixei e comecei a passar a língua pelos contornos suaves da suas costas. Mordisquei e beijei. ”Mia”  ela abriu os olhos prateados e me sorriu, com os lábios tão vermelhos quanto sangue, intensos quanto o vinho. Ela se virou na cama deixando os seios arredondados, firmes, que cabia em minhas mãos e ficam grandes na minha boca. Com aquele rosado curado, aquele que da vontade de olhar pra sempre. Seus cabelos se espalharam pela cama e eu fiquei a apreciar. Sentei-me novamente, tomei mais um gole de vinho e coloquei uma música pra tocar, apenas um blues suave ao fundo, com um saxofone de solo. Ela se arrepiou toda, um deleite. Um amor. “Mia, você me faz delirar de excitação.” A voz dela suave com um cantar de pássaros, como um verão aquecido em um fim de tarde, como um rouco suave e gostoso de se ouvir “Venha aqui então, venha comigo viajar meu bem, as estrelas nos espera.” Eu sorri, não agora, agora ainda não é o momento. Deixei que ela se levantasse, que ela tomasse todo o meu vinho em um só gole, que ela tirasse a camisa que eu vestia e jogasse para o tempo, que ela se sentasse em meu colo e abrisse suas pernas torneadas, que ela acariciasse meu pescoço e brincasse com meus lábios, que ela bagunçasse meu cabelo e risse no meu ouvido, que me enlouquecesse, me fizesse querer me esconder com ela em alguma estrela, que ela me deixasse retribuir seus carinhos, que ela me fizesse querer o certo o errado, o infinito. Que ela mordesse meus lábios e aquele seu hálito quente com gosto de vinho de cereja me embebedasse, me ansiasse a possuir. Deixei que ela me fizesse levantar e dançar com ela em um ritmo suave e depois frenético, que nós corrêssemos pelo quarto como gatos e ratos, que ela me fizesse ficar tonto me jogasse na cama e saber que a amo, ou não a amo, que gosto desse gosto de amar. Ela me pediu para que eu sentisse o seu coração e eu coloquei o rosto para escutar seu coração acelerado, mas o seu doce seio rosado, branco, pálido e farto me chamou para sugá-lo. Coloquei minha língua em volta dele e o senti, esse sabor que apenas seios tem. Mordisquei aquela ponta chamativa que o faz tão perfeito. O chupei tão grande em minha boca, tão suave em meus dedos. Ela gemeu aquele gemido rouco. “Mia.” Sussurrar o seu nome era um cântico suave nos meus lábios. Eu a penetrei, uma delicia a sentir em mim, em um só. Dançamos. A noite toda. Aquele momento, aquele ritmo. Cansamos e alcançamos o êxtase juntos, o orgasmo dela era minha recompensa. Me deitei e fechei os olhos, e me deleitei, com a noite banhando os nossos corpos, os nossos corações. Fechei os olhos e deixei que ela dormisse nos meus braços, embalada com meu corpo e calor, assim, também me embalei nela, dormimos.

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Esse sentimento que transforma faísca em fogo.

 

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