Sonhos

         Essa é a historia de Genirisol, um rapaz que tinha um sonho. E vivia sua vida toda em torne deste sonho. Desde que era criança ele possui esse sonho, mas quando era criança, era um sonho impossivel. Então ele queria logo se tornar um adulto para poder realizar seu sonho. Qual era o sonho de Genirisol? É um sonho um pouco complexo, então irei usar suas próprias palavras para descrever: “Meu sonho é ter um cavalo. Esse cavalo vai chamar   Hipotenusa Pereira, e quando eu tiver esse cavalo, iremos numa aventura. E nosso ponto final será no topo de um prédio em Nova York, onde escalaremos na vertical sem nenhum equipamento, apenas com a força de  Hipotenusa Pereira. Mas claro, não podemos esquecer que sequestrar uma loira gostosa. Ai no topo do prédio helicópteros tentaria resgatar a moça, e atirariam em nós, assim a moça seria salva e eu e Hipotenusa Pereira morreríamos, cumprindo nosso sonho” . Pois é, Genirisol tinha problemas mentais.

           E os anos se passaram, e esse sonho nunca saiu de sua mente. Ai ele cresceu, fez faculdade. Ficou milionário e seu único pensamento era “Já posso realizar meu sonho”. Dito isso saiu de casa para conseguir um cavalo,e deu de cara com um sujeito estranho vestido todo de preto, carregando uma foice em suas costas. O homem diz, em voz baixa, mas que arrepia todos os pelos do corpo de Genirisol:

           – Ei, Genirisol, eu sei que você está em busca de um cavalo para conseguir realizar seu sonho. E eu tenho um pra você, totalmente de graça, basta dizer que aceita e ele será seu. E ele já tem um nome, é Hipotenusa Pereira.

           “Hoje só pode ser meu dia de sorte” Pensou Genirisol, que sem nem pensar duas vezes aceitou o cavalo do encapuzado. Ouve um grande estrondo, seguido de uma fumaça muito densa onde não dava para enxergar nada. Quando a fumaça se dissipou, Genirisol olhou para frente e no lugar onde estava o homem, estava uma grande alazão negro. Como to com preguiça de descrever como era, segue uma foto dele:

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Hipotenusa Pereira – Creditos do desenho na imagem

            Lágrimas de felicidade saiam dos olhos de Genirisol, seu sonho finalmente iria se realizar. Pelo menos era isso que ele pensava.

            Genirisol Montou em Hipotenusa Pereira e tudo ia bem, ele havia aprendido a cavalgar em um sitio onde passava suas ferias quando criança, então cavalgar não era problema. Estava pronto para abandonar seu emprego e partir para altas aventuras com seu companheiro, quando, de repente, Hipotenusa virou sua cabeça para trás, seus olhos vermelho sangue encararam os olhos de Genirisol, e pra surpresa de do mesmo, Hipotenusa  Pereira disse:

         – Seus sonhos jamais se realizaram humano imbecil.

         Genirisol se assustou, e antes que pudesse descer, Hipotenusa Pereira ficou em pé nas patas traseiras, começou a girar o rabo no sentido horário, e iniciou um voo. Ao pegar uma boa altura, uma armadura começou a aparecer em seu corpo, e também no corpo de Genirisol. Hipotenusa havia virado um  Megazord. E saiu da atmosfera terrestre para fazer um tour pelo universo combatendo o mal. Com seu fiel escudeiro Genirisol.

         Genirisol viveu uma vida de emoções, sendo conhecido como herói da galáxia, recebendo fama, mulheres e tudo que alguém poderia querer. Mas ele era triste pois ele nunca realizou seu sonho de escalar um prédio pela horizontal segurando uma loira gostosa…. Tudo isso por aceitar algo de um estranho suspeito. AAAAH, Foda-se ele era um robô do espaço sideral agora.

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Os Sem Sombras

9.2

A noite chegou rapidamente no sábado, todos estavam saindo da instituição, iriam em uma festa de uns amigos de fora. Bernardo estava com o braço na cintura de Clara que sorria abertamente. Ela estava com um vestido solto e muito curto mostrando as pernas morenas e torneadas, calçava um all star branco com tachinhas douradas. Uma garota a olhou e ela lhe deu uma piscada e um beijo. Bernardo conversava sobre futebol e games com Danilo e outros cinco garotos, eles estavam numa turma grande de quase vinte pessoas. Atrás de todos eles ia uma garota com o cabelo tão loiro que se podiam ver várias mexas brancas nele. A pele branca e pálida dando um contraste no batom vermelho e lábios carnudos, os olhos de um preto intenso e poderoso, ela tinha uma expressão carrancuda no rosto pequeno. A garota era bem pequena, usava um vestido curto e um coturno de couro. Os cabelos longos e vibrantes voavam de encontro ao vento. No braço direito e no pescoço se via uma enorme cicatriz branca e repuxada, aquelas que ficam quando se queima com fogo. Ela olhava diretamente para Bernardo, mas ninguém percebia, todos estavam entretidos com suas próprias companhias. Ela tinha um sinto de couro na cintura despendido de lado, se podia ver que de cada lado tinha uma bainha e um cabo prata e reluzente. Ela chegou até uma menina alta e morena.
– Hey, garota. É, você. – Ela lhe deu um sorriso forçado que mais pareceu uma careta. – Me ajuda?
– Com o que? – A morena mastigava um chiclete e fazia bolas com ele.
– O nome daquele garoto, o de cachinhos com a ruivinha.
– Ah, é Bernardo e Clara. Ele é um gostoso e ela uma vadia. Dizem que vão perder a virgindade hoje. – A garota morena sorriu mostrando os dentes brancos e levemente tortos e continuou andando e rindo com outras duas garotas. A loira foi andando perto delas e observando de longe. Um frio súbito a tomou, ela esfregou os braços, mas parecia que apenas ela o sentia.

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– Foge enquanto pode. – Minha mente dizia, mas eu queria ficar, eu queria.

A casa onde estavam era grande e acolhedora. Tinha mais de cinco quartos espalhados, quatro banheiros e três salas. Do lado de fora uma grande piscina estava lotada de adolescente. Todos riam e dançavam ao som da música. Bebidas eram distribuídas entre eles e vários já estavam bêbedos. Bernardo bebia a vários goles um líquidos vermelho com pequenas frutas dentro.
– A Bê, você não vai me dá nem um beijo? – Clara fazia biquinho e sorria maliciosamente. Bernardo virou o conteúdo do copo de uma só vez e o jogou longe, fazendo várias pessoas em volta rirem alto.
– Então Clara, eu não estou a fim de te beijar. Você precisa me motivar a lhe dar um beijo. – Ela passou a mão no rosto dele e o mordeu levemente o canto da boca. Puxou a mão dele e o levou até um canto. Quando chegou lá ela tirou o vestido ficando apenas com as roupas intimas, um conjunto picante vermelho.
– Motivar? Mas como? – Ela sorriu novamente e chegou na parede, ele respirou fundo, chegou mais perto e ambos começaram a se beijar. Ele passava a mão por todo o corpo dela e a esfregar, os beijos foram ficando mais intenso, ela tirou a blusa que ele vestia e começou o arranhar.
– Vamos para um quarto. – Ele disse entre a respiração cortada. Ambos subiram correndo as escadas até chegar num quarto qualquer. Clara o jogou na cama e subiu em cima dele, tirou o sutiã vermelho lhe revelando os pequenos seios rosados.
– Vadia. – Ele falou num sussurro antes de abocanhar o pequeno seio. Quando ambos estavam ofegante a sensação dolorida de algo se mexendo agitou-se dentro de Bernardo.
– Droga. – Ele se encolheu na cama.
– Bernardo? Para de frescura, o que está acontecendo? – Clara dava um sorrisinho achando que tudo era parte de uma brincadeira de mau gosto. Mas Bernardo se encolheu mais e começou a gritar de dor, o grito foi abafado pela música alta do lado de fora. Clara viu que ele estava realmente com dor e passou a mão no cabelo cacheado de Bernardo. – Porra Bê, o que tá acontecendo? Você não é acostumado a beber e enfiou a cara na bebida né!
Bernardo não respondeu, em vez disso ele se levantou e agarrou Clara num beijo repentino. Ela começou a rir e o beijar, mas então ela deu um grito, havia sangue nos lábios dela.
– Calma não precisa ir com essa selvageria toda.
– Não é assim que você gosta vadia? Você e a sua mãe cadela. – Os olhos dourados de Clara se arregalaram em um susto.
– Minha mãe? Você… Ouviu falar dela? – Ele começou a rir alto
– E quem não ouviu? O teu pai era um safadão que gostava de dar uns tapinhas, não é isso? Você também é cadela como a tua mãe, adora tapinhas não é? – A névoa negra envolvia ambos, Clara começou a se afastar de Bernardo assustada. Os pensamentos dela já não estavam mais no quarto, ela foi levada até a casa grande em que morava com os pais, a porta aberta e os gritos.
– Cadela, venha aqui me chupar, não é isso que você faz quando eu saio pra sustentar esse teu rabo gordo? – A garota ruiva se escondeu chorosa atrás do grande urso do quarto, ela podia escutar os gritos da mãe sendo espancada.
– Eu sei que você gosta disso. Não gosta Clara? – A voz de Bernardo estava rouca tirando Clara das lembranças por um segundo, mas novamente elas voltaram mais forte. Os gritos, a ambulância, o pai xingando ela de cadelinha.
A névoa a envolveu completamente, entrando pelos lábios abertos, ela caiu no chão com o corpo seminu e começou a tremer, os olhos esbugalhados estavam com o mesmo aspecto de quando ela era criança, as lembranças estava fervilhando em sua mente. Quando uma leve saliva começou a sair da boca dela Bernardo começou a rir e passar a língua comprida pelos lábios risonhos malignos.
– Então você gosta de brincar antes do foda? – A porta abriu abruptamente e uma garota de cabelos loiros esbranquiçados entrou sorrindo, e estranhamente em suas mãos havia duas adagas compridas de cristais que reluziam uma luz branca e forte. Antes que Bernardo pudesse fazer qualquer coisa ela correu até ele e passou a adaga pela sombra escura entre ele e Clara. Bernardo caiu no chão com o rosto contorcido em uma dor forte, ele começou a se revirar no chão de dor até que os olhos fechassem e ele desmaiasse.
Clara já nada mais via, ela começou a dormir num sono profundo. A garota loira deu um sorriso e se sentou na beirada da cama. Isso é inesperado, um sombra envolvendo duas pessoas assim e uma delas é o receptor da sombra. Interessante. Ela deitou na cama guardando as adagas e fechou os olhos, o melhor a fazer enquanto esperava era dormir.