Ilusão?!

Eu estava em casa, uma tarde comum, a casa toda livre para mim, sozinho enquanto minha mãe  e pai trabalham e meu irmão está na escola. Existiam inúmeras possibilidades de coisas que eu poderia fazer, mas o que eu escolho? Entrar dentro de meu quarto, fechar a porta, as janelas, ligar o computador e ficar na internet a tarde toda, na escuridão. Uma escolha bem imbecil, mas que geralmente é a escolha feita por pessoas da minha idade. Coloquei meu fone, para cortar de vez qualquer contato com o ambiente ao meu redor, e fui jogar algum MMORPG genérico enquanto ouvia  minhas músicas favoritas. Uma vida lastimável, mas eu não  me importava com isso.

Estava já a duas horas seguidas jogando, sem qualquer contato com a luz do sol, quando de repente ouço alguém batendo levemente na minha porta, uma, duas, três vezes. “Deve ser minha mãe que chegou” eu pensei, jogando os fones para o lado e indo abrir a porta para ver o que ela queria, ao abrir a porta, não havia ninguém. Olhei no quarto ao lado, banheiro, outro quarto, na sala, e nada, eu estava tão sozinho agora como estava antes. Aproveitei que havia saído da minha toca,e fui beber um pouco de agua.

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Toc Toc

Meu cachorro estava como sempre deitado, levantou as orelhas ao me ver depois voltou a abaixa-las. Acabei de beber a agua e estava voltando para o quarto quando de repente sinto um arrepio estranho, algo que veio do nada, estranhei mas não fiz nada. Antes de eu fechar a porta, o interfone toca, mas dessa vez de uma maneira diferente, foram três toques rápidos. Nem me importei muito com isso. Eu tinha encomendado uns livros pela internet, e provavelmente seriam os correios. Corri com aquela ansiedade de um garotinho e atendi o interfone:

– Pois não? – Precisa-se ser educado ao atender o interfone ou lidar com desconhecidos

–  ….

–  Tem alguém ai?

–  ……

Coloquei o interfone no gancho de novo e fui pro portão pra ver se realmente tinha alguém lá, ou era simplesmente algum moleque fazendo graça, cheguei lá e fiquei perplexo. Meu cachorro que sempre corre pro portão quando toca o interfone, ou simplesmente por ter ouvido um barulho na rua não estava lá. Na verdade ele continuava dormindo no mesmo lugar. Fiquei um pouco assustado, não vou mentir, mas engoli o medo e abri o portão. NADA. Ninguém na rua. Nem mesmo os cachorros de rua que minha mãe cuida estavam lá. Não é possível que isso era coisa da minha cabeça, primeiro os toques na porta, agora o interfone. Não é possível que eu esteja ficando louco, não. Eu não estou louco.

Fecho o portão e volto pro meu quarto, porém dessa vez deixo a porta aberta. Em meu quarto existem duas janelas juntas, uma de vidro que é transparente, e outra normal, que bloqueia toda a luz, abri a segunda, e deixei fechada apenas a parte de vidro. Voltei a jogar, porém dessa vez sem usar os fones. Passou um tempo e eu cansei de jogar, fechei o jogo, e ao olhar para o relógio do computador, tomei um susto. Eram 3:30 da tarde. Minha mãe já deveria ter chegado do serviço há mais ou menos 1 hora. Peguei meu celular pra ligar pra ela e ver se tinha acontecido alguma coisa, mas eu estava sem sinal. Essas drogas de operadoras nunca tem sinal quando precisamos. Eu estava prestes a jogar o celular na parede quando o fixo começa a tocar, corri pra atender, podia ser minha mãe.

– Alô!

– ……

– Alôo? Tem alguém ai? – De novo não… Eu não to ficando louco – Tem alguém ai? Dar trote na casa dos outros não é legal – Eu estava gritando, sem nem perceber o aumento no tom de voz.

– Tuuuuuuu – O telefone ficou mudo como se nunca ninguém tivesse ligado. Coloquei o telefone no gancho num movimento de violência.

Voltei pro quarto, já não sabia mais o que eu sentia, medo? Raiva? Ódio? Angustia? Sei lá. Enquanto eu voltava, meu cachorro começou a me acompanhar, ao ponto de andar ao meu lado. Estranho, ele nunca foi de ficar muito comigo, mas bem que dizem que os cachorros podem sentir quando seus donos estão com as emoções todas confusas. Ao cheguei no meu quarto, soltei um grito de pavor sem perceber. A janela de vidro que eu havia deixado fechada estava aberta, e a outra janela fechada, assim não me permitindo ver o que acontecia do lado de fora. Dessa vez o pânico e o medo tomaram conta de mim. Eu tremia, o que tava acontecendo hoje? Eu sempre vivi assim, e nada disso nunca aconteceu. Eu não conseguia pensa em mais nada. Estava totalmente desesperado. Pra piorar o cachorro saiu correndo do meu quarto e foi para a área  e começou a latir sem parar. A área é o local que minha janela está ligada. Minha cabeça doía, eu já não raciocinava mais. Apenas agia. Estava indo abrir a janela, quando de repetente os latidos pararam e do lado de fora ouvi alguém dando leves toques na janela. Tac Tac Tac. Nem pensei no que fazer, já abri direto a janela, sem medo d0 que poderia encontrar, ou talvez com medo demais pra ficar com medo. Mas de novo, não tinha nada lá. E o cachorro tinha parado de latir, pois estava brincando com um bolinha de tênis que tava jogada lá.

Do nada, minha porta se fecha e faz um estrondo alto o suficiente pra me fazer pular e cair no chão. Dessa vez, eu escuto barulho de mensagem no meu celular. Três vezes seguidas, significava que eu estava com sinal de novo. E as mensagens podiam ser da minha mãe. Corri, abri a porta e peguei o celular. Dessa vez realmente tinham mensagens, não eram barulhos de minha cabeça. Mas não eram da minha mãe, era de algum número que eu não conhecia. Fui ler e apenas tinha apenas uma silaba em cada mensagem. Na primeira: Su. Na segunda: Re, e na terceira: Ma. O que isso significava? Eu não sabia, ainda, mas algo me dizia que logo logo eu saberia….

 

 

 

 

 

 

Bom, quem ler isso, poderia me dizer se quer que eu continue, pois acabaria ficando muito grande postar tudo de uma vez, e não sei se realmente compensa postar o resto, já que é um texto diferente do que eu geralmente posto.

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