Carícias

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Nem toda palavra é falada ou escrita, o corpo também diz, basta ler.

Eu passei a mão pela extensão da sua coluna, ela arrepiou de uma forma gostosa, virou o rosto pra mim e deu um meio sorriso.
– Gostoso.
– Eu ou meus carinhos? – Ela continuou lendo o livro, mas murmurou entre os parágrafos
– Seus carinhos não seriam gostosos se não fosse você. Gostoso! – Ela riu e se esticou, adorava fazer isso, se esticar. Continuei passando a mão pelas costas nuas, a pele parda ficava delicada no meio dos lençóis, delicada com o contraste da minha pele.
Comecei a beijar as suas quase covinhas no final da coluna, não havia ali buraquinhos, mais havia aquela pinta que eu adoro.
Ela riu e continuou lendo. Não me importei, eu a adoro, a amo, continuei beijando enquanto subia pela coluna e ia de encontro as costelas, ela fechou o livro pacientemente, mas não antes de marcar ele com qualquer coisa em por perto, acho que foi com chaves, depois disso ela o jogou por qualquer canto e se virou, deu aquele sorriso que só dava quando estava nos meus braços e subiu em cima de mim, jogou o cabelo pro lado e começou a beijar meu pescoço, ela fez um caminho até meus lábios e começou os mordiscar.
– Preciso de você, aqui agora. – Ela respirou fundo, estava sem folego, depois pegou minhas mãos e colocou nos seios arredondados.
Esse jeito dela, de me excitar sem precisar falar nada, só me olhar, mas é esse o jeito dela de fazer as coisas da forma mais excitante.
Continuamos nos beijando, ela me mordeu todo enquanto sorria a cada mordida, a cada beijo.
Eu gosto de músicas, acho que música combina com tudo, ela sabe disso, ela me conhece tão bem quanto eu, sabendo disso ela se levantou e ligou o som, deixou no aleatório e nessa hora começou a tocar I Got Mine, ela começou a dançar em cima de mim. Nossa forma de amar, nossa forma de beijar, nosso romance, nossas intrigas.
Antes que percebêssemos estava a noite, ela estava deitada na cama com as costas descoberta e lendo o livro, então eu passei a mão na sua coluna até sua bunda, depois apertei com gosto, ela me olhou e sorriu.
– Eu te amo, mas você sabe disso. – Não há necessidade de palavras, ela é assim, fala com o corpo, me ama hoje sem que eu saiba, ou pelo seu olhar cada gesto é uma palavra incrustada pelo tempo, e eu apenas sorri meu sorriso torto que ela tanto diz amar.
– Eu também te amo, sua gostosa. 

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