Carola.

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São pedaços que se juntam para formar algo concreto. Pedaços de gente ou gente de sentimentos?

“Essa raiva dentro de mim, começou pequena, mas esta me consumindo tanto, tanto, tanto que a única forma que vejo de acabar com ela é matando. Não me julguem por matar, não me julguem por ter coragem de algo que vocês não têm coragem de fazer. Venham comigo meus caros, que irei abrir as portas da dor e do amor para vocês. “

Estou sentado em uma mesinha, num café qualquer, procurando um amor. Isso que homens e mulheres fazem a cada dia, certo? Procuram a felicidade através do amor. O amor é lindo, enche seu coração de felicidade, te deixa sorridente, te faz alegrar, ser feliz, ser amante, ser companheiro. Amo o amor. Quem poderia ser minha companheira nesta dança frenética do amor? Estão se perguntando, mas vou responder, ela, minha amada, é pequena, com o corpo de curvas arredondadas e generosas, tem um cabelo curto e negro, a pele morena, morena jambo, e os olhos rasgados e esverdeados. Linda, não?! Ela é minha amada, minha Carola, minha musa. A olho há vários dias, semanas, um mês. Me levantei e fui atravessar a rua movimentada até onde ela estava sentada lendo um livro qualquer. “Olá.. éer.. posso me sentar?” Tenho que me fazer de tímido, convencê-la que sou inofensivo, é assim que se faz com o amor, chega de mansinho. Ela abriu seu sorriso radiante para mim e chegou para o lado. ” Claro, sente-se” eu me sentei ao seu lado e me apresentei, bom meus caros, vocês ainda não sabem meu nome, certo? ” Sou Antônio, desculpe a intromissão mas percebi que você estava lendo sobre ‘Píramo e Tisbe’ e é meu livro favorito! O Reli mais de cinco vezes” Como ela é linda e excitante, que vontade de mordê-la. ” Sério? Sério mesmo? Uau, assim, eu me surpreendi por você vir falar comigo porque sempre o vejo no café do outro lado lendo, e eu amo, simplesmente amo esse livro!” . Eu sei. Sei tudo sobre você. “Quer jantar comigo? Sei que estou sendo precipitado e .. e … sim?” Ela riu alto, me arrepiei, é possível? ” Claro que sim, me pega na minha casa ou nos encontramos no restaurante?” ” Eu cozinho, que tal? Sou ótimo em cozinhar!” Eu sorri para ela, meu sorriso secreto, de amor, claro. Combinamos, eu iria cozinhar na minha casa, ela me encontraria. Tão fácil, tão puro. 

O canelone com recheio de camarão estava pronto, o brownie de frutas vermelhas também juntamente com o vinho. Nada mais romântico não concordam? Ah sim, a música, jazz calmo, Frank Sinatra, bom, não concorda?! Tudo perfeito, tudo. 
Ela chegou, a convidei para entrar e fomos jantar e conversar sobre “nosso gosto em comum de literatura” ela é inteligente, tenho que reconhecer, as inteligentes são as melhores. Depois de termos terminado a refeição fomos tomar um vinho na sala enquanto a música suave fazia o fundo para nossa conversa. Nunca vi o amor me parecer tão lindo, tão romântico, tão Carola. Eu cheguei perto dela para sentir o cheiro do perfume suave que emanava de seu corpo e seu cabelo. Foi quando senti os lábios suaves, senti o sabor de vinho que estava recente em sua língua quente e úmida, eu estava mais que excitado, esta louco, com raiva, raiva, raiva, amor. A joguei em cima do sofá e abaixei a alça do vestido vermelho, a outra alça, ela estava me mordiscando e me beijando, não me responsabilizo pelos meus atos, ela esta puxando meu cabelo, e falando palavras doces de amor. Já estávamos nus. Os seios redondos e pequenos tão perfeitos, tão suaves. Fui a beijando enquanto ela me usava, me sentia e lambia. “Carola…” estou ofegante, ofegante e com raiva, feliz, com amor. Nós fizemos amor por horas e fomos para meu quarto, a deitei na cama com cuidado. E adormecemos por juntos. 

Acordei e ela ainda dormia, não passava dás 3:45, me levantei e vesti meu roupão, peguei a chave que estava no compartimento secreto da mesa ao lado da cama e abri a porta que fazia ligação com meu quarto. Ascendi as luzes e entrei, como é lindo meu ambiente de trabalho, a maca ao centro, meus objetos pendurados na parede, tudo magnifico, limpo e pronto para o uso. 
Não me julguem, não me julguem por fazer o que irei fazer, pois é assim que eu amo, assim que eu me alivio. 
Peguei uma seringa com o anestesiante e injetei na minha musa. A peguei com cuidado e a depositei na maca, a amarrei, ela estava nua, limpei seu corpo com cuidado, com carinho. Ela abriu os olhos e sorriu. 

Peguei uma xícara de café e fui tomando enquanto escutava uma musica instrumental qualquer. Deixei minha xícara no balcão e peguei o bisturi, e fui a abrir. Minha obra de arte. Enquanto ela gritava eu sorria e recitava Shakespeare. Arranquei suas lindas unhas vermelhas, dos pés e das mãos. ” …E de uma só maneira eu o proclamo. / É hoje e sempre o meu amor galante …” Coloquei um liquido quente nos seus lábios frios e secos, para que ela ficasse comigo até o fim do espetáculo. Ela ficou grogue e não sentia dor, sorriu pra mim, sorriu com o rosto corroído pelo ácido. 
Continuei recitando o soneto e cantarolando. Peguei uma faca e rasguei sua barriga esperando ver seus órgãos lindos e vermelhos pelo sangue, ela combina muito com vermelho, com o sangue. Linda. Carola. O líquido parou de fazer efeito e a deixei gritando enquanto fui me lavar, mais tarde eu volto para terminar minha obra de arte. Da minha amada Carola, que grita de dor pro meu amor. 

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