Lise.

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Opção, ás vezes se escolhe não ter.

Jogada na cama, com a minha blusa no corpo suado, e os lábios entreabertos, o cabelo loiro escuro esparramado pela cama, os olhos fechados e a respiração entrecortada.
– Lise, acorda. – Eu a sacudi gentilmente, minha cabeça doía, o cheiro forte de bebida e drogas estavam presentes no quarto.
– Precisamos conversar. Acorda. – Ela se virou para o lado e abraçou o travesseiro.
– Esse quarto está um lixo, tudo está um lixo, acorda agora. – Ela não se mexeu. Estava drogada e bêbada.
Lembro, ah, como lembro. A primeira vez, ela estava dançando com uma blusa curta e branca, a jaqueta preta amarrada na cintura e o corpo num ritmo gostoso.
Um beijo, depois as caricias, lembro da primeira xícara de café, as brigas, as festas.
– Lise? – nenhuma resposta. Ela começou com a vodca, com o conhaque, com o uísque, com a maconha, o cigarro, o pó. Eu me lembro das vezes que a busquei em festas.
Quando eu dei essa camisa.
– Lise? – Ela não se levanta, eu não sei mais se a amo, talvez eu a ame, só não ame essa nova Lise, não sei. Melhor ir embora. Recolho minhas coisas e a olho uma ultima vez, me inclino para beijá-la, ela está fedendo, vou embora.
-Guarde bem essa camisa, é a única coisa minha que te resta agora.
Ela se levantou, mas já é tarde, já bati a porta e não me importo com os gritos.

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Um pensamento sobre “Lise.

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