Mascáras

O meu rosto límpido de um anjo
Meu falar suave e manso
Quando ando eu atraio olhares inocentes
Sou a brisa, sou o sorriso
O meu cheiro é tão suave, venha sentir!

Dance comigo pela relva, vamos juntos sonhar
Venha comigo num abraço apertado
Deixe-me te abraçar.

 

O meu calor é tão aconchegante
Sei te fazer sorrir
Minha música inebriante irá de por pra dormir

Sou aquilo que você deseja para si
Mas quando o tem descobre o pior
Qual será o fim?

 

O meu sorriso já te envolve em fantasias
Minhas mãos suaves passam pelo teu corpo
Tua inocência me excita
Me faz querer… Amar!

Deixe-me levar pelo teu perfume
Venha até perto do meu rosto e veja
Veja a mascara cair
Veja o portador da tua morte

 

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Não sou aquilo que você vê, tampouco sou aquilo que você quer que eu seja!

 

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Os Sem Sombras

8

 

Os passos ecoavam pelo assoalho do quarto, ele estava tentando registrar as coisas que havia acontecido na semana passada. Primeiro de alguma forma ele que deixara Alice vegetal, isso lhe doida toda vez em que pensava sobre, segundo ele descobriu que não possuía sombra, e Alice também não! Terceiro o homem Sem Facehavia sumido, ele não o achava em parte alguma. O corpo todo tremia em expectativa, ele resolveu pesquisar na internet o fiel amigo do homem, ou esse seria o cachorro? Tanto faz. Ele ligou o tablete que logo apareceu uma foto dele e Alice fazendo caretas e sorrindo. O coração martelou em dor. Foi até o site de busca e digitou: Homem sem face. Apareceu reportagens de pessoas com doenças, nome de filmes, músicas, mas nada do que ele realmente procurava. Droga, isso é perca de tempo. Ele fechou a pagina de busca e procurou o aplicativo de piano, o abriu e começou a tocar a música que fizera para Alice, suave e gostosa, assim como ela. 
– Bonita música. – Bernardo se virou pra porta depois de ter levado um pequeno susto e lá estava Dra. Meire segurando uma bolsa, vestindo uma saia lisa e preta com uma blusa de seda rosa camarão. Ela lhe deu um sorriso iluminando a face escura. 
– Eu sei.
– Como está se sentindo?
-Normal. – Ela entrou e se sentou ao lado dele na cama. O perfume doce envolveu o quarto.
– Eu sei que fui severa com você, mas foi preciso, o que aconteceu com Alice  não foi culpa de ninguém e isso mexeu com a sua cabeça, você começou a ver coisas que não existia.
– Existe, mas não vou teimar com você. – Ela respirou fundo, sabia que ele estava abalado. 
– Tudo bem. Não vamos discutir, não agora! E bom, pode ir ver Alice. – Ele olhou pra ela com o rosto dolorido, não queria ver Alice, lhe doía imaginar que ela estava daquela forma por sua própria culpa. 

 

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Dói tanto que fica vazio e parece não doer e sentir nada, mas sabemos, sentimos tudo.

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p>- Ela está te esperando na sala de música, pedi a Diane que a deixasse lá. Depois vá comer.

  • Não!
    – Você precisa ir Bernardo.
    – E quem é você pra me dizer o que eu devo fazer? A minha mãe? Porque pelo que eu me lembre ela está morta, eu a vi morrendo, sabe como foi? Sangrento. Ela se matou, jogou o corpo contra a parede, se mordeu e depois bateu tão forte a cabeça na parede que os miolos saíram pra fora. Então eu acho que você não é a minha mãe, você não deve me dizer o que eu devo ou não fazer. Nem filhos você pode ter então não fique querendo criar o dos outros. – Ela se levantou sem dizer mais nada e saiu levando consigo o perfume doce e forte. Ele respirou fundo e bloqueou o tablete o deixando em cima da cama, estava cansado de todos dizerem o que devia ou não fazer, só porque ele gostava de Alice não queria dizer que deveriam colar ele nela, já que agora ela era uma droga de um vegetal, não sabia fazer nada sozinha! Foi a passos lentos até a sala de música, já estava anoitecendo e ninguém estaria lá. Quando ele chegou Alice estava sentada em uma cadeira, impassível. Ele não a olhou, foi até o piano e resolveu tocar, hoje estaria um belo dia para tocar Moonligth de Beethoven. Os dedos relaxaram e começaram a agir. Ele incorporou no músico dentro de si. Um frio repentino o envolveu, ele não se importou. Queria apenas tocar. Esquecer-se do que houve. Não queria saber. O corpo doía, a mente doía. Respirou fundo e foi tocando até que olhou para Alice por um instante. Nos olhos sem expressão tinham lágrimas. Ele parou subitamente e correu até ela pegando nas mãos frias. Ás vezes ele se esquecia de que tinha apenas 14 anos, ele pensava que era mais velho, um homem formado, e Alice era a sua amada. E com esses pensamentos ele sussurrava para ela secretamente
    – Al, minha amada, ás vezes você eu te odeio por ter ficado assim. – E ela nada fazia, movia ou dizia. Um homem Sem Faceapareceu ao lado de Alice. Bernardo começou a tremer de ódio.
    – Você me fez fazer isso! Eu sei que foi você! Eu sei! – O homem Sem Facepassou a mão pelo rosto de Alice carinhosamente e se virou para Bernardo. Um frio penetrou em seu corpo e mente, era como se a mente estivesse envolvida por aquele frio gostoso, não gelado e cortante. Várias lembranças soltas e palavras vieram em sua mente, coisas que ele não se lembraria sozinho, não com o bloqueio que ele tinha. O frio se tornou reconfortante, olhando para o Sem Faceele escutou Moonlight como se não houvesse parado de tocar. Os olhos de Alice estavam vazios, sem vida psicológica dentro. As lágrimas secaram, ele se perguntou o motivo que ela chorava, e o Sem Faceo mostrou. As lembranças que se passava pelo subconsciente dela, o que não fora de todo afetado pelo sombra. As palavras carinhosas de Bernardo, o beijo sincero que ele havia lhe dado. As palavras, os gestos, a música. O Sem Facetirou a mão do rosto de Alice e se fora saindo com o frio da sala de música e deixando Bernardo com a música dentro da cabeça e a mão nas mãos de Alice.
    Agora mais que tudo ele precisava saber quem era esses seres, o que vivia dentro dele e os sem face. Ele sabia que não estava ficando doido e não iria abandonar Alice, ela era sua e de mais ninguém.

 

 

Solidão

Era uma vez, uma historia que se começava com um simples “era uma vez”, o protagonista dessa bela historia é um simples garoto normal de aparência estranha, digamos que deve ser uma das pessoas mais feias que qualquer um de vocês leitores já presenciou, além de tudo ainda parecia um barril de tão redondo que era, tinha aproximadamente 17 anos, mas muitas vezes acabava agindo como alguém de 10 ou menos. Ele não é bem o herói da historia, apenas o personagem principal de sua vida e um coadjuvante sem importância na vida das outras pessoas. Mas vocês me perguntam, e o grande vilão que possui planos maléficos e quer ver o protagonista morto? E lhes respondo, não existe nenhum vilão, apenas um grande antagonista, que por acaso vive dentro desse jovem, e esse antagonista na verdade eram vários, dentre eles o filho de uma vadia do egoísmo, outro, irmão caçula desse, mas horrível de tal forma era o pessimismo. Esse era safado. E não menos importante, tínhamos também a estupidez, esse é um grande sem vergonha. Bom, mas chega de introdução chata, vamos direto pra historia:

O jovem protagonista estava vivendo sua vida normal, não fazia nada de mais, pra falar a verdade era mais para um vagabundo mesmo, ia pra escola de manhã, e durante a tarde ficava na internet, o típico jovem dos dias de hoje que não terá futuro nenhum e vai viver obedecendo ordens de quem realmente fez algo durante sua adolescência. Porem, seus antagonistas que viviam dentro dele acabaram se exaltando e ficando altamente poderosos. E ele não conseguiu controla-los, e eles acabaram se manifestando.

O que aconteceu? Vocês perguntaram para a pessoa certa, ele praticamente se auto-destruiu, as pessoas que o jovem gafanhoto(ele não era um gafanhoto, é só uma expressão) amava acabaram se afastando dele, até desaparecer completamente, sobrando apenas ele, a angustia, a tristeza de amores que não voltam e a solidão…

Porém, essa historia começou com um “Era uma vez” e toda historia que começa assim tem um final feliz correto? Então essa não pode ser diferente, então, para todos que leram isso aqui tem esse momento, se preparem para o final feliz mais feliz que vocês já leram em qualquer lugar:

Após perder quem ama, o rapaz acabou aprendendo com uma amiga, que não tinha medo de lhe dar tapas na cara e nem vergonha de fode-lo (desculpe pelo palavreado) em frente a outras pessoas, essa grande amiga se chamava Vida. E assim, depois de se foder muito com a Vida, o jovem aprendeu uma grande lição: O fato de que se você encontrar um leão selvagem praticando o coito, enquanto visualiza uma manada de zebras asiáticas com cobertura de chocolate, nunca monte na líder das zebras, pule sobre o leão, tirei-o do momento de prazer e grite “AAAAAAAAAAOOOOOOOHHHHH RYVVVVVEEEEEEEEEERRRR YEAH”, pois o leão poderá te processar e te mandar para a cadeia. Vocês foram avisados.

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O que essa imagem tem a ver com tudo que esta escrito? NADA, mas achei legal e tira um pouco do peso da historia, junto com aquele final

Se for criança ou fresco não leia! NÃO LEIA!

Bom, já vou avisando, não quero encheção de saco, já sou velho, não preciso disso, já tive muito na minha vida, isso é só um curto desabafo de um velho cansado (não tão cansado quanto esses jovens folgados de hoje), mas eu digo algumas coisas feias, palavrões, eu não gosto deles, ou pelo menos não gostava, quando eu era novo, agora nem sei quem eu sou. Então, se quiser leia, se não quiser, pega no meu … 
Boa leitura pessoas estranhas! 

 

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No meu tempo não tinha isso, não julgue quem você não conhece, ou julgue, afinal somos humanos, não somo?

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p>De verdade? Eu não ligo com nada, com ninguém e nem quero me importar, eu apenas finjo, prefiro ser sozinho, me enfiar num vazio que vazios não tem sentimentos, e além de sentimentos não são estúpidos.
Claro, eu os tenho, os sentimentos, mas não ligo, eu enfio tudo num saco e depois solto no vento. Tente, mas lembre-se, quando for fazer tem que saber o quanto teu saco aguenta, porque se ele explodir… Ah, meu amigo, não quero estar perto, estou aqui querendo escrever um milhão de coisas estúpidas, com ódio, é, ódio, e escutando essa música, boa, muito boa, a voz do cara é boa, gostosa, mas o que eu queria mesmo é mandar todo mundo ir se fuder, todo mundo, hey, não ligue pelo meu palavreado, nem sempre podemos manter a pose, e xingar faz bem pra alma dizia… Eu, eu disse! Deveriam me por numa parede, eu e meu foda-se, assim eu estaria estampado lá e gritando pra quem quiser ouvir.
Quero vomitar meu estomago, meu coração e fígado, é isso que quero, ou quero apenas deitar na cama e ficar, ficar lá e ficar. Hoje passei um susto, mas eu não gosto de sustos, até porque esse susto te quase uma semana, ou seja, uma semana com susto, se eu pudesse o esfaquearia, e caso você que esteja lendo seja fraco ou fresco não continue lendo, esse é um texto odiável, já vou dizendo. Em falar de ódio eu odeio minha barriga, ah, como odeio, odeio e odeio. Viu quanto ódio?
Odeio que me olhe, odeio que fique me observando ou tente me ler, ah, como eu odeio que me leia, droga, odeio que me olhe, dá vontade de gritar, perguntar se quer pegar no meu saco, sim, desculpas, eu sei, estou sem educação, mal humorado e até falando coisas que geralmente não falamos, mas eu uso a velha desculpa da idade, já sou velho e posso falar o que quero, então eu digo, pega no meu saco vadia!
E não leiam isso crianças, é um texto odiável com palavreados que não recomendo de forma alguma a ninguém, esse não é meu normal, mas cansei de ser normal, quero que o vazio me engula e depois cuspa apenas o bom, que fique com as coisas ruins, ou que não fique, que droga, eu falo e falo, já estou terminando, não posso ficar mais tempo, meu neto está gritando, esse imbecil, não que eu não o ame, claro que amo, ou pelo menos é uma forma de amor, mas ele é um saco, garoto mimado que não respeita ninguém, a no meu tempo, nós tínhamos um remédio pra isso, vara verde, curava em dois minutos e ainda vinha com pedidos de perdão! Bom, chego por hoje, quem sabe eu confesso mais coisas amanhãs, quem sabe eu tenha o amanhã, sou apenas um velho com um espirito de novo, um novo cansado, que parece que é só isso que meu neto sente, cansaço, hoje em dia qualquer coisa que se peça a um jovem ele diz canseira, no meu tempo não tinha isso, ah não tinha. Então, vou despedir por aqui e pega no meu saco vadia! 

Carícias

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Nem toda palavra é falada ou escrita, o corpo também diz, basta ler.

Eu passei a mão pela extensão da sua coluna, ela arrepiou de uma forma gostosa, virou o rosto pra mim e deu um meio sorriso.
– Gostoso.
– Eu ou meus carinhos? – Ela continuou lendo o livro, mas murmurou entre os parágrafos
– Seus carinhos não seriam gostosos se não fosse você. Gostoso! – Ela riu e se esticou, adorava fazer isso, se esticar. Continuei passando a mão pelas costas nuas, a pele parda ficava delicada no meio dos lençóis, delicada com o contraste da minha pele.
Comecei a beijar as suas quase covinhas no final da coluna, não havia ali buraquinhos, mais havia aquela pinta que eu adoro.
Ela riu e continuou lendo. Não me importei, eu a adoro, a amo, continuei beijando enquanto subia pela coluna e ia de encontro as costelas, ela fechou o livro pacientemente, mas não antes de marcar ele com qualquer coisa em por perto, acho que foi com chaves, depois disso ela o jogou por qualquer canto e se virou, deu aquele sorriso que só dava quando estava nos meus braços e subiu em cima de mim, jogou o cabelo pro lado e começou a beijar meu pescoço, ela fez um caminho até meus lábios e começou os mordiscar.
– Preciso de você, aqui agora. – Ela respirou fundo, estava sem folego, depois pegou minhas mãos e colocou nos seios arredondados.
Esse jeito dela, de me excitar sem precisar falar nada, só me olhar, mas é esse o jeito dela de fazer as coisas da forma mais excitante.
Continuamos nos beijando, ela me mordeu todo enquanto sorria a cada mordida, a cada beijo.
Eu gosto de músicas, acho que música combina com tudo, ela sabe disso, ela me conhece tão bem quanto eu, sabendo disso ela se levantou e ligou o som, deixou no aleatório e nessa hora começou a tocar I Got Mine, ela começou a dançar em cima de mim. Nossa forma de amar, nossa forma de beijar, nosso romance, nossas intrigas.
Antes que percebêssemos estava a noite, ela estava deitada na cama com as costas descoberta e lendo o livro, então eu passei a mão na sua coluna até sua bunda, depois apertei com gosto, ela me olhou e sorriu.
– Eu te amo, mas você sabe disso. – Não há necessidade de palavras, ela é assim, fala com o corpo, me ama hoje sem que eu saiba, ou pelo seu olhar cada gesto é uma palavra incrustada pelo tempo, e eu apenas sorri meu sorriso torto que ela tanto diz amar.
– Eu também te amo, sua gostosa. 

Até quando crianças?

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Algumas crianças se vão e outras ficam nessa imensidão de responsabilidades.

– Não quero crescer nunca! – a menina com cara suja e olhos pequenos dizia isso tão seria e pensativa que fazia o pequeno nariz enrugar de uma forma bonitinha.
– E por que diz isso? – o menino estava com o dedo no nariz procurando sei lá o que sem empolgação alguma, ambos estavam sentados em cima de um pé de manga farto da fruta doce que não se pode tomar com leite, “faz mal” diz vovó e ás vezes mamãe!
– Ah, essa gente grande é doida, inventa cada um, até beijo na boca. – Ambos se olharam e fizeram cara de nojo, depois sorriram até que ela voltou a ficar séria.
– Eles não correm na terra, não chupa fruta do pé, não pega cachorro no colo, só briga e fala de dinheiro. Se dinheiro fosse bom não dava briga! – o menino continuava com o dedo no nariz e depois sorriu mostrando a falta de dentes
– Eu quero crescer e virar carroceiro igual o avô Bento, ele vive naquela carroça, e nem dente mais tem, igual a mim. – Ela pegou uma manga e foi descascando com os dentes, depois começou a chupar, pegou outra e deu pro menino. Eles ficaram parados chupando manga do pé por um tempo.
– Olha Maria, se um dia eu for casar eu caso com você, pode ser? – Ela cuspiu um pedaço de casca pra longe.
– Sem beijo?
– Sem beijo!
– Então eu caso! Mas vamos correr descalço na terra?
– Vamos, e vamos nadar no riacho, vamos ter um monte de cachorros, vamos brincar o dia inteiro e não vamos brigar por dinheiro!
-Então eu caso! – Eles jogaram o caroço fora, desceram da árvore e foram brincar de pique-pega, depois caíram cansados no chão até recuperarem as forças.
Mal eles sabem que crianças se vão! 

Jurandir

Oi, eu sou o BATATA, vocês não devem me conhecer, mas eu conheço vocês (Sim, até seus endereço, fiquem com medo), e venho aqui só pra dizer que vou postar um texto diferente do que eu geralmente posto, mas vai um aviso:

O QUE VOCÊ ESTÁ PRA LER NÃO FARÁ SENTIDO NENHUM, SERVIRA APENAS PARA DESCONTRAIR E TIRAR UM POUCO O FOCO DO BLOG, DIFERENCIANDO TOTALMENTE DO CONTEÚDO QUE GERALMENTE É POSTADO.

Vocês foram avisados..

A BELA HISTORIA DE JURANDIR

           Certo dia, eu, BATATA, estava andando nu pelos campos floridos de um  país qualquer ai, correndo de um lado para o outro sorrindo e comendo batata frita, (sim, eu não sou uma batata, esse é apenas meu nome, eu na verdade sou uma Lhama) a vida estava tão boa, ficar correndo nu pelas flores e coisa do tipo, todo dia, sempre a mesma rotina de uma lhama que não tem trabalho e que desistiu dos estudos. Porem, em uma segunda-feira a noitinha, havia um homem, que pela sua expressão facial ele devia ter por volta de 35 anos. Estava com um olhar baixo, escorado na cerca olhando ao horizonte. Cheguei por trás dele para ver o que é que ele estava olhando. Havia uma muralha muito grande, só isso, e pelo meu conhecimento de que li em livros, deveria ter uma cidade atrás daqueles muros, e o que comprovava isso ainda mais, era que dava para ver o topo de uma igreja. Olhei para ele, seu olhar doía minha alma, de tão triste que era, faltavam apenas lágrimas correrem pelos seus olhos. Resolvi conversar com ele:

    – Oi senhor, por que esse olhar tão triste? O que aconteceu? Pode falar comigo, sou uma lhama, mas posso te dar conselhos e coisa do tipo. Vamos, se abra para mim.

        Ele tomou um susto ao me ouvir e se virou assustado, parece que nunca tinha visto uma lhama antes, e ficou muito tempo me encarando e finalmente disse, depois de ter se acalmado e sentado no chão fresco:

       – Ah, uma lhama, é a primeira vez que eu vejo uma. É estranho ver um animal como você solto por esses campos de flores.

        – Sim, sou uma lhama, e qual seu problema? Por quê  ta triste? – Sem querer acabei cuspindo nele, sabe como é, sou uma lhama né, ele limpou o rosto com a parte de trás da mão e disse:

        – Nossa, essa lhama parece que quer falar comigo, o que será que ela ta falando? – Se levantou, passou a mão pelos meus pelos da cabeça e voltou a escorar na cerca e fitar a muralha com um olhar triste.

          Vocês devem estar estranhando o fato de o humano não ter entendido o que eu disse né, pois é, humanos não entendem a linguagem das lhamas, vocês já deveria saber disto. Bom, eu não gostei da voz dele e chutei ele, que caiu do outro lado da cerca, em cima do braço, onde o osso saiu pra fora e manchou tudo de vermelho. Saiu gritando igual uma menina com o braço apoiado no outro. Ri muito e voltei a saltitar pelos campos de flores.

        E como sei como ele chama Jurandir? Não descobri, é o nome que dei para ele, gosto desse nome. Ele nunca mais voltou no campo de flores, e fiquei com meu território de volta apenas para mim, um final feliz.

FIM

Ps: Como acho que ficou sem muito conteúdo, aqui uma foto minha

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Diferente forma de amor.

“Aquela risada, parecia que todo o seu corpo ria junto com teus lábios. Ela ria de uma maneira viva, ás vezes eu achava que o seu coração ia sair junto daquela risada de menina travessa, aquela risada sensual, custosa e maravilhosa. Era mais do que eu podia pedir, ela ali do meu lado, por mais que ela não gostasse de mim como eu gostava dela, por mais que o amor que ela sentia fosse uma definição diferente de todos os amores que existem, existiu. Pra ela amar não significa estar junto, estar lado a lado, estar com os corpos colados. Perguntei pra ela uma vez o que era amar e ela me sorriu com aqueles olhos jabuticabos “Amar, oras, até parece que você não sabe”! Amar é cócegas no coração que te faz rir e rir..” e ela riu, aquela risada que exalava cheiro, amor, ela. A pedi que ficasse comigo, do meu lado, ela me olhou estranho, mas veio, sentou-se assim, juntinho a mim e me olhou desconfiada, e então eu lhe beijei. E quem diria que seria o melhor beijo do mundo, beijo de cinema, beijo de novela, beijo de chuva, beijo de banho, beijo de doce, de chocolate, de amor, de mãe, tudo junto. E então ela virou pra mim com lágrimas nos olhos, ela me olhou com os olhos jabuticabos e me disse “você roubou o meu amor”, eu não entendi, eu ri e falei “Foi só um beijo guria, beijo é uma coisa normal” Mas ela não parou só disse baixinho, num murmúrio “você roubou meu amor”. Eu não me importei, levantei e peguei na mão dela, fui andando, só que ela não me seguiu, ficou ali parada olhando o tempo. “Vamos guria”. Ela não me seguiu, e soltou minha mão, sentou-se novamente e ficou falando “amor”. Eu não me senti culpado, ela era louca, o que ela acha que era pra ficar ali, assim? Se sentindo a melhor? Só foi um beijo roubado.
Ela é uma boba. Não devia ter beijando-a. Garota besta. Não sabe o que é amor e fica falando sozinha. Eu sai e deixei ela lá, deixei que ela ficasse chorando, e conversando sozinha. Não sei o que me fez gostar dela. E então eu fui pra casa, e quando eu me deitei na cama eu fechei os olhos, e os abri. Olhei o teto e vi a foto dela lá, com o cabelo meio caído, com aquela mecha colorida, que ela fez em um “estado de loucura”, mas que a deixava linda. Eu entendi agora, como sou estúpido, como sou idiota. Levantei da cama, peguei a bicicleta e corri, pedalei, com a velocidade que eu conseguia a maior. Quando cheguei ela ainda estava lá, sentada, olhando pro nada. Olhando pro vazio com os olhos jabuticabos inchados de chorar, aquele rosto que poderia caber no meu coração, de tão pequeno, ficou rosado, vermelho, como uma criança que chorar e depois apenas ficam as lágrimas secando na bochecha. Cheguei de mansinho, peguei na mão dela e lhe beijei a bochecha. “Hey guria, lhe devolvi o teu amor. Obrigado por me emprestar ele, agora sei o que é sentir cócegas no coração. Ela me olhou surpresa e abriu um meio sorriso. Eu sei o motivo que eu a amo, aquele meio sorriso abriu completamente, como uma cortina e mostrou os meus sonhos. E ela era eles, todos eles. Ela me deu uma daquelas suas gargalhadas, mas em vez de cuspir teu coração, ela engoliu o meu, que já era dela. “Vamos guria, vamos embora.”
Foi assim, assim que me entreguei a ela, a entendi. Ela não é como eu, assim, estúpido, o amor dela é diferente do meu, não deixa de ser amor, e é o amor dela que vai me fazer continuar a amando.”.

 

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Não quer dizer que tem que ser da forma condicional, meu amor não é igual ao teu!
Nem todo amor é igual!

Ana tristonha

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É verdade que quando choro eu choro sozinha, olhos são de vidro, e vidro transparece, mostra o que há na alma. Olhos janelas d’alma.

-Por que tão triste Ana?
-Desisti do mundo
-Por que tão calada Ana?
-Quando não se não fala não se escuta!
-Por que se isolar Ana?
-A mente sozinha pensa melhor!
-Por que chorar Ana?
-Para não se sorrir.
-Por que as flores Ana?
-Pra ter o que sentir!
– E o amor Ana?
– O que é o amor?
– …
-Ana volte, não se afaste.
-Uma vez a jornada começada não se deve regressar.
-Então por que tão triste?
-Quando se caminha sozinha a única companheira é a tristeza.
-Ana, Ana, Ana tuas lágrimas brandas.
-Vá, aqui não é teu lugar.
-Onde é meu lugar Ana?
-O teu lugar não é comigo sentimento humano.